Estudar na Itália: dicas e informações para facilitar esse processo

pisa-estudantes-csf_1-1024x683Alguns alunos de Partenope se mudaram para a Itália para estudar, assim decidimos escrever um artigo breve, com algumas informações, que por mais que sejam gerais, possam ajudar a se orientar na selva da internet.

Para você poder estudar na Itália tem que cumprir algumas diretivas emanadas pelo governo italiano, uma dessa é a idade mínima de 17 anos, quando não for acompanhado por um dos pais.

Antes de fazer a inscrição a qualquer tipo de faculdade, é muito importante você saber a que tipo de curso de “Laurea” quer acessar, pois dependendo se for a ciclo único ou não, tem procedimentos diferenciados. Vamos ver primeiro a diferença entre uma “laurea a ciclo unico” e uma “laurea 3+2”.

Os cursos de laurea a ciclo único são aqueles que funcionam segundo o antigo ordenamento, eles têm uma duração, dependendo da área, de 4 a 5 anos, ao fim dos quais você tem uma formação completa naquele campo como se fosse tudo junto graduação com mestrado. Normalmente esses cursos são alguns da área de arquitetura e todos os aferentes à medicina. Nesse caso o estudante tem que fazer uma pré-inscrição, já que é previsto um test para poder ingressar. São as universidades que em italiano se chamam “a número chiuso”, quer dizer com vaga limitadas. Essa pré-inscrição prevê, muitas vezes, que uma parte da documentação seja enviada ainda a distância.

A “Laurea 3+2” prevê três anos de graduação mais dois de mestrado, que correspondem a dois percursos separados. Obviamente quem não possui gradução, não pode fazer mestrado. Mas você não tem nenhuma obrigação de continuar sua formação depois do fechamento do ciclo de três anos. A primeira laurea se chama triennale ou laurea breve, corresponderia a uma graduação brasileira. Considerem que, apesar de ser um curso de duração de três anos, quase sempre você demora um ano a mais para escrever a “tesi di laurea”, que seria uma dissertação. O sistema brasileiro no final da graduação prevê a entrega de um trabalho escrito relativamente breve, na Itália também, mas é muito mais próximo de uma dissertação de mestrado e prevê a defesa diante de uma banca examinadora. A segunda parte desse sistema 3+2 tem duração de dois anos e corresponde a um mestrado, em italiano se chama láurea specialistica , specializzazione ou laurea magistrale. Essa última é um pré-requisito para poder continuar a carreira acadêmica no doutorado.

A parte burocrática é muito importante, pois antes de entregar toda a documentação para a inscrição é necessário você ter traduzido e legalizados os documentos no consulado italiano na sua circunscrição de residência. Depois essas etapas todas, o estudante pode entregar diretamente os documentos no ateneu ao qual pretende se inscrever. Clickando aqui terá o acesso ao link da circular do ministério da Universidade e pesquisa, especificando todas as etapas necessárias para um estudante estrangeiro finalizar a sua inscrição.

Uma outra coisa fundamental antes de partir é o visto temporário para estudante. Existem vários documentos a serem apresentados no consulado geral de Itália na sua circunscrição de pertecimento. É necessário nesse caso agir com antecedência e não chegar dez dias antes de partir, pois qualquer complicação pode fazer adiar a viagem. Clickando aqui, tem acesso à lista com toda a documentação pedida pelo consulado da Itália no Rio de Janeiro. É fundamental lembrar que sem inscrição ou carta de aceitação da faculdade, não pode tirar o visto. É bom lembrar que é sempre melhor ir já com todos os documentos listados, pois ao faltar um poderão pedir para você voltar novamente. Uma grande novidade é que a partir de março de 2016 não é mais necessário fazer a legalização dos  documentos, será suficiente a tradução juramentada, pois o Brasil aderiu a convenção Aia sobre o reconhecimento dos ato público.

Tratamos aqui um outro ponto importante para todos os que quiserem estudar na Itália: a questão das taxas universitárias. Na Itália a Universidade Pública é a forma de estudar mais comum, a didática é boa e apesar dos serviços universitários, tipo bandejão e residências, não serem excelentes, ainda garante a oportunidade a todos de estudar. As universidades particulares geralmente são polarizadas em dois tipos, ou são de escasso valor acadêmico, nesse caso frequentadas só para obter um diploma, ou são grandes centros de excelências (como a Bocconi). No geral o ingresso a uma universidade pública garante uma formação de boa qualidade. As taxas a serem pagas, são proporcionais à faixa de renda da sua família. Geralmente há uma taxa obrigatória que se paga no início do ano para às agências regionais para o direto ao estudo de 140 reais. Essa taxa serve para poder cobrir as bolsas de estudo para quem vai ter direito com base em uma candidatura. Todo mundo pode se  candidatar apresentando a ficha preenchida nos “enti locali per il diritto allo studio”.  Cuidado que o edital para se candidatar é anual, portanto tem que ver o prazo geralmente  é por volta da primeira década de setembro. Além da taxa regional,  tem mais uma a ser paga que vai para o Ateneu aonde você vai se inscrever. Estas são calculadas com base na sua faixa de renda, através de um formulário a ser entregado que se chama ISEE (indicador da situação econômica equivalente). Se calculam os salários familiares, as casas de propriedades e os filhos que ainda estão a cargo dos pais. Clickando aqui e seguindo na página 14 do anexo, há um exemplo de taxas por faixa de renda da Universidade Roma 3. Essas faixas de taxação mudam para cada Ateneu. Ainda assim acreditamos que o sistema de instrução na Itália seja mais acessível do que o sistema brasileiro.

Com base na área que você que cursar vai achar facilmente as especialidades dos vários ateneus, por exemplo, se sabe que em Milão e Turim há boas escolas politécnicas, que em Milão é bom ir para estudar moda, que em Nápoles e Bolonha há uma boa escola de direito. Essa informações para quem souber buscar na internet são de fácil acesso. Aliás, o site studenti.it na sessão “Orientamento”, poderá ajudar bastante a se orientar.

Caso você queira se profissionalizar no ensino da língua italiana sugerimos as duas Universidades para estrangeiros a de Siena e a de Perugia, com cursos específicos para o ensino da língua e da cultura italiana. Essas duas universidades recebem muitos estrangeiros  a cada ano e por isso funcionam já lidando com problemáticas e questões diferentes que agilizam a entrada no país.

Vanto italiano, evocatore di storie, piacere antico dal sapore ammaliante: il vino.

Cosa sappiamo realmente sul vino? Perché le bottiglie di vino sono da 75 cl.? E ancora, esiste una relazione tra letteratura, arte e vino? Il vino come semplice bevanda o come esperienza sensoriale?

Le origini del vino sono talmente tanto antiche da affondare nella leggenda. Alcune di esse fanno risalire l’origine della vite sino ad Adamo ed Eva, affermando che il frutto proibito del Paradiso terrestre fosse la succulenta Uva e non l’anonima Mela. Altre raccontano di Noè che avendo inventato il Vino pensò bene di salvare la Vite dal diluvio universale riservandole un posto sicuro nella sua Arca.

Di sicuro, già seimila anni fa, i Sumeri ne simboleggiavano con una foglia di vite l’esistenza umana e, sui bassorilievi assiri con scene di banchetto, venivano rappresentati schiavi che attingevano il vino da grandi crateri e lo servivano ai commensali in coppe ricolme. I primi documenti riguardanti la coltivazione della vite risalgono invece al 1700 a.C., ma è solo con la civiltà egizia che si ha lo sviluppo delle coltivazioni e di conseguenza la produzione del vino. Gli Egizi stessi furono, infatti, maestri e depositari delle tecniche enologiche. Con la cura e la precisione che li distingueva, tenevano registrazioni accurate di tutte le fasi del processo produttivo, dal lavoro in vigna alla conservazione. In Europa il vino entrò per opera dei Greci e dei Fenici e con l’Impero Romano si diede un ulteriore impulso alla produzione del vino, che passò dall’essere un prodotto elitario a divenire una bevanda di uso quotidiano. I più celebri scrittori non lesinavano inchiostro per elargire i propri giudizi e decantare le virtù dei vini a loro più graditi. Si scrisse tanto sul vino che oggi non è difficile ricostruire una mappa vinicola della penisola al tempo dei Cesari. I Romani usavano bere il vino diluito e anziché berlo puro (come invece sosteneva Plinio) e ciò probabilmente per restare un po’ più sobri lo allungavano con l’acqua. Tuttavia, il galateo imponeva di non ubricarsi, i servi allora somministravano un disgustoso miscuglio mettendo insieme mandorle tritate, cavolo crudo e polmone di capra. Il malcapitato ospite, bevendo una simile “bevanda”rimetteva e si liberava in tal modo di cibo e vino ingerito.

Nel tempo, molti poeti, scrittori ed artisti hanno celebrato e osannato il vino. Molti ne hanno tratto l’ispirazione nel sostenere e nell’esaltare la loro creatività; altri, incantati,  hanno scelto di decantare il piacere del nettare di Bacco: da Aristofane a Catullo, da Dante a Manzoni, Leopardi, D’Annunzio, Pascoli e Carducci, etc. Esiste un intenso legame fra lettaratura e vino.
Dalla sua nascita fino al 700, il vino aveva simboleggiato un efficace mezzo per elevarsi nella società. Simbolo di prestigio socio-economico, il vino offriva l’opportunità di cogliere le sue proprietà estremamente loquaci: grazie ad esse infatti venivano sostenuti grandi dibattiti politici, filosofici, religiosi e costituiti essenziali piani bellici.

Con l’800 invece si aprì per la letteratura una nuova finestra, un nuovo mondo dove lo scrittore aveva il compito di indagare le profondità dell’animo umano che spesso si affidava ai poteri dell’alcool, buona traccia da seguire per gettare un po’ di luce sull’uso che si fa del vino dell’incoscio. Fra i poeti che fanno del vino un soggetto per un’opera, non si può non menzionare Baudelaire che parlerà del vino in numerose poesie, raccolte nell’omonima sezione Le feurs du mal (1868). Secondo lo scrittore, il vino non è semplicemente una bevanda, ma possiede un’anima in grado di adattarsi alle più svariate esigenze. Al contrario, la letteratura italiana dell’800 non vede autori che si siano cimentati direttamente nell’analisi dell’alcool, ma posso citarne alcuni di fine Ottocento, come Giosuè Carducci che inneggiava alla salute brindando con quel vino che per l’epoca era diventato d’uso comune non solo per i nobili ma anche per la borghesia
” Mescete o amici, il vino. Il vin fremente/ scuota da i molli nerrvi ogni torpor, purghi le nubi dell’afflitta mente, affoghi il tedio accidioso in cor!” o Giovanni Pascoli , la cui cantina era notoriamente ben fornita e visitata assiduamente in cerca di ispirazione:

TRE GRAPPOLI
Ha tre, Giacinto, grappoli la vite.grappoli
Bevi del primo il limpido piacere;
bevi dell’altro l’oblio breve e mite;
e… più non bere:
ché sonno è il terzo, e con lo sguardo acuto
nel nero sonno vigila, da un canto,
sappi, il dolore; e alto grida un muto
pianto già pianto.
(da Myricae)

bacco-michelandelo

Anche Michelangelo Buonarroti, in ambito artistico, ci mostra il suo interesse per il vino attraverso una spledida scultura in marmo che rappresenta il dio Bacco.
(Bacco, 1469 – 1497, Firenze, Museo Nazionale del Bargello).

Ed oggi, quanto conosciamo il vino e quale importanza gli diamo?
Indubbiamente, è aumentato l’interesse nei confronti di questa bevanda che non è più ristretto ai soli intenditori o ai professionisti del settore ma vede un’attenzione diffusa anche fra  i giovani; una nuova realtà dove la cultura enologica si espande, raggiungendo un maggior numero di persone, seppur superficialmente. Conoscere ciò che si beve, le tipologie di vini in commercio, gli accostamenti gastronomici giusti attraverso semplici ma utili nozioni di base sono di fondo le ragioni. Tale fenomeno è da ricondursi anche ad un sempre pìu diffuso uso dei new media e della applicazioni per smartphone (a tal proposito, vi segnalo Vivino; una app. adatta a coloro che intendono bere un buon bicchiere di vino pur non avendo conoscenze specifiche in materia) che aiutano il consumatore inesperto ad orientarsi rapidamente nel mondo enologico.

E numeri alla mano, i vini del Belpaese sono noti ed apprezzati in ogni angolo del pianeta, sia per la loro varietà che, soprattutto, per la loro enorme quantità. Una vera e propria tradizione che, come abbiamo visto, pone le proprie radici in grande profondità nel tempo e che ha permesso all’Italia di acquisire, in questo settore, un prestigio a dir poco invidiabile, per non dire unico. L’Italia infatti si conferma primo produttore mondiale di vino con 48,5 milioni di ettolitri stimati per la vendemmia 2016. Queste le stime di Unione Italiana Vini (Uiv) e Ismea (Istituto di Servizi per il Mercato Agricolo Alimentare) presentate al Ministero delle Politiche Agricole. Rispetto al 2015, anno record per i volumi del settore vitivinicolo italiano (49,3 milioni di ettolitri), le previsioni Ismea registrano un calo del 2%, dato che permette comunque di consolidare la posizione dell’Italia come massimo produttore mondiale, davanti a Francia (42,9 milioni di ettolitri, -10% sul 2015), Spagna (42-43 milioni, stabile), Germania (9 milioni, stabile) e Portogallo (5,6 milioni, -20%).
Un vanto per noi italiani, espressione delle eccellenze del bel paese.

Come approfondimento, leggi anche:
10 curiosità sul mondo del vino

1) In Italia il vino viene prodotto dagli antichi Greci dal lontano 1000 a.C.
2) La prima Docg italiana é stata assegnata al Vino Nobile di Montepulciano
3) L’Italia produce 43,3 milioni di ettolitri di vino l’anno, quantitâ capace di riempire 1925 piscine olimpioniche.
4) Il paese in cui si beve più vino al mondo è il Vaticano.
5) Un tappo di Champagne puo’ raggiungere velocitá fino a 106 km/h.
6) Appoggiare il cucchiaino nella bottiglia di spumante, per mantenerne la freschezza delle bollicine, non serve a niente, se non a farvi dover lavare un cucchiaino in più.
7) Da uva a bacca rossa si puó produrre vino bianco.
8) Il Cabernet Sauvignon é la varietá di uva da vino piú coltivata al mondo.
9) Il vigneto piú alto d’Europa si trova in Italia, a Cortina d’Ampezzo, ad un’altezza di 1350 metri sopra il livello del mare.
10) Le bottiglie di vino sono da 75 centilitri perché questa era l’unità di misura utilizzata dagli inglesi che misuravano il volume in galloni imperiali. Ogni gallone valeva 4,5 litri. Ogni cassa di vino conteneva 2 galloni, che divisa in 12 bottiglie dà come risultato 75 centilitri ognuna. Sempre ad essi bisogna ricondurre anche la fabbricazione della prima